sexta-feira, 10 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 8º Capítulo

Ele pediu para eu olhar para ele e disse:
- Preciso falar contigo, é sério.
- Sim? 
- Já um tempinho que estou sentindo algo por você, aceita orar comigo para ver se é da vontade de Deus?
Fiquei estática, sem reação alguma.
- Obreiro Leandro... Eu prometi a mim mesma que só pensaria na minha vida sentimental depois de ser obreira, e eu ainda nem fui consagrada ainda. Me dá um tempinho.
- Isso é uma maneira de dizer não?
- Isto é uma maneira de dizer que eu direi sim daqui um tempo, mas agora sim é não. 
- Eu vou te esperar.
- Tá ligado. 
- Quando você se sentir pronta para orar comigo me procura.

E logo chegou a Isa perto e interrompeu:
- Oi obreiro, oi Debora quer carona? -perguntou a Isa
- Pode ser sim amiga, vamos.
Disse tchau para o obreiro Leandro e fui embora para casa. 
Não conseguia pensar em mais nada do que naquela conversa, será que tinha feito bem? Eu não queria agir no impulso, na emoção. Fiz uma oração: "Senhor Jesus, eu quero que o senhor seja o primeiro na minha vida, eu sei de onde eu vim e eu não quero voltar para o mundo e viver iludida como eu vivia então por favor me dá o teu discernimento para saber o que é certo a fazer! Amém." 
Fui dormir e no dia seguinte era dia FJU, sai bem cedo de casa (umas 2h antes) e fui evangelizando jovens pelo caminho, consegui levar 3 para o FJU daquela tarde. A tribo que eu cuidava estava em 2º lugar nas pontuações, e aquela tribo que outrora tinha 4 jovens, hoje éramos por volta de 25 onde já 5 eram obreiros. Deus estava honrando essa tribo e a minha fé a cada dia que passava e eu cria que mais ainda estava por vir. 
Agora quem fazia as conexões do FJU era o Pastor e o obreiro Leandro, foi uma tarde muito animada, cheia de diversão e de muita música. 

Passou um mês e o Pastor avisou que a consagração dos novos obreiros seria no ultimo domingo do mês. Convidei minha mãe, e algumas colegas da escola para assistirem minha consagração. Esse dia foi muito forte, Deus me ungiu para salvar almas, Deus me escolheu para O servir e agora minha vida não seria mais igual. Deus me chamou e eu não neguei meu chamado nem minha fé até aqui! Naquele dia que fui consagrada, Deus me revelou o meu chamado, um grande desejo de fazer a obra de Deus no Altar tem crescido dentro de mim a cada dia. Não penso em mais anda além disso. A minha vida é do Altar.

Depois de uns 3 meses de estar como obreira consagrada, eu lembrei do obreiro Leandro e achei que estava na hora certa de cuidar da minha vida sentimental. 
Era uma quinta de tarde e estava me arrumando para ir para a Terapia do Amor e liguei para o obreiro Leandro quando estava saindo de casa:
- Oi obreiro, tudo bom?
- Debora, você pode me chamar de Leandro
- Tábom, rsrs, Leandro tudo bom?
- Bem melhor assim
- Você vai na terapia hoje?
- Já estou aqui na igreja, você precisa de algo?
- Na verdade sim, preciso falar contigo
- Quando você chegar a gente se encontra por aí
- Até já

Desliguei e saí de casa, no caminho para a igreja estava pensando na forma como falar, o que dizer, de que forma dizer...

Cheguei lá na igreja e não foi muito dificil de encontrar o obreiro Leandro sendo que não tinha chegado muito povo ainda. Cheguei perto dele:
- Olá-disse um pouco tímida
- Oi Débora, e aí? O que precisa de mim?
- O senhor disse que - ele logo me interrompeu
- Só Leandro...
- Então, você me disse para eu te procurar quando estivesse pronta para orar e...-disse essa frase toda gaguejando e com muitas pausas no meio-me desculpa, estou meio nervosa.
- Então deixa eu perguntar-disse ele- Débora, você quer orar comigo para ver se o nosso relacionamento é da vontade de Deus?

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