O meu nome é Jasmine e estou na Universal desde os 6 anos e desde pequena sempre fui alguém em que podiam contar, até na EBI sempre era chamada para participar nas apresentações da EBI lá estava eu, sempre pronta a dar o meu melhor em tudo o que fazia. Fazia tudo com o meu melhor!! O tempo passou e eu fui para o grupo de P.A (o antigo TF), estava lutando para me firmar, a buscar o Espírito Santo só que o mundo brilhava muito aos meus olhos. Eu pensava que estava firme mas o mundo ainda me chamava a atenção. Na altura éramos 3 meninas e 1 rapaz sempre dando o seu melhor e lutando para se firmar. A minha mãe estava solteira e nesse altura encontrou alguém que se tornou meu padrasto.
Nessa altura, a minha mãe estava de obreira e devido a uma injustiça que aconteceu na Obra, minha mãe foi tirada de obreira e o meu padrasto que não estava firme ainda pensou que "Poxa até na igreja acontecem injustiças, logo um lugar onde as pessoas deveriam ser justas!" e isso fez com que ele ficasse muito chateado e com raiva de tudo o que tinha a ver com a Universal e se afastou. Uns tempos depois, mudámos de casa. Fomos morar no campo e cada dia que passava a situação em casa ficava pior, eram brigas a todo o instante, era discussões, o ambiente estava terrível, do pior mesmo não havia sequer um dia de paz, não havia sossego algum, nós passamos um inferno dentro daquela casa. Quando saiamos para ir para a IURD e chegávamos um pouco mais tarde já era motivo de briga, gritos e discussões. Ele dizia-nos palavrões horríveis e isso doía muito... Cada dia a situação ficava pior..
A minha relação com o meu padrasto estava cada dia pior, mas ele não era assim desde sempre, antes nos tratava muito bem: era carinhoso, levava-nos para passear mas de um momento para o outro ele virou a cabeça completamente, mudou totalmente para o pior, transformou-se num homem horroroso. Até que, a minha mãe saiu do campo e foi para a cidade e eu e os meus irmãos tivemos que ficar lá com o meu padrasto, ele era bem pior comigo, não era tão ruim com os meus irmãos. Mas ele me odiava muito, se não tivesse o almoço pronto na hora certa já era motivo de discussão, gritaria, palavrões para tudo que era lugar. Outros momentos em que eu e minha irmã limpávamos a casa, quando ela terminava ela sentava no sofá para descansar mas se eu sentasse no sofá para descansar ele já me criticava e me mandava ir trabalhar. Nessa altura ele até nos proibiu de ir na igreja... Nós nos dávamos cada dia pior mal, até que um dia ele me disse: «Tu nunca vais ser ninguém na vida, o motivo das nossas brigas aqui em casa és tu.» Essas palavras me marcaram tanto que eu nunca esqueci...
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Perdida no Altar - 8º Capítulo (último)
A minha relação com o pastor Bruno era totalmente diferente do meu antigo relacionamento. Em cada conversa nossa eu via o cuidado e zelo de Deus connosco. Foi tudo muito rápido, namoramos e logo logo nos casámos.
Eu sou muito grata àquela Esposa que me ouviu, limpou minhas lágrimas e me acolheu em sua casa como se fosse sua filha. Ela me amou como o Senhor Jesus amou a Sua igreja e pela sua fé eu fui salva. Porque mesmo estando de obreira eu não sei se naquele momento eu teria sido salva.
Meninas, o conselho que vos posso dar é que não prestem atenção aos vossos sentimentos, mas sim à fé que Deus colocou dentro de cada uma, não deixem essa chama, essa fé se apagar mas mantenham-na acessa a partir da vossa comunhão com Deus e Ele irá vos honrar. Cuidado, pois o diabo sempre vai armar ciladas para derrubar aqueles que são de Deus e até colocar em vossos caminhos pessoas que aparentemente estão na fé. Mas aquelas que estão conectadas com Deus a todo o instante, essas são fortes! Esteja sempre no Espírito e Deus irá te revelar aqueles que são de Deus e os que não. Eu dei ouvidos ao meu coração e não à fé. Espero que o meu testemunho tenha vos ajudado! Deus abençoe a todas!
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Perdida no Altar - 7º Capitulo
Teve um dia em que a minha Big me chamou, e falou:
- Querida Sofia, eu e meu esposo vamos estar nos mudando para a Europa, para França e a obreira que nos ajudava em casa saiu para casar. Será que você aceitava vir connosco e me ajudar em casa?
Eu nem pensei duas vezes, eu vi a minha oportunidade ali! Eu aceitei logo, afinal oportunidades assim não surgiam todos os dias. No dia que completei 21 anos nós estávamos viajando, a Esposa, eu e o Bispo e sua filhinha a caminho da Europa.
Fiquei com eles 10 anos, servia a Deus como obreira e sempre os auxiliava em casa e ficava muito tempo com a filhinha deles que logo me apeguei muito a ela! Eles me tratavam como uma filha, me levavam sempre junto, e mais importante que tudo sempre me ajudaram muito a superar os meus complexos que eu ganhei depois do divórcio.
O Bispo era um homem exemplar, um exemplo de servo, de humildade e a Esposa era um doce, uma mulher super atenciosa e sempre pronta para ouvir e ajudar. Eles sempre estiveram do meu lado nesses 10 anos.
Durante 10 anos eu não me interessei por nenhum pastor, nenhum pastor se interessou por mim, mas eu cria nas promessas que Deus tinha para a minha vida, eu cria na vitória. E com 32 anos, a Esposa me apresentou a um pastor que estava chegando ao nosso país na época, pastor Bruno. Incrível que esse pastor era 3 anos mais velho que eu. O que é raro de encontrar, um pastor solteiro com 35 anos. Eu vi nele a minha oportunidade, mas dessa vez eu não ia mais ser impulsiva, eu não ia agir mais na emoção, eu ia agir pela fé! E foi isso que eu fiz, não dei brecha para os meus sentimentos, nem sequer por um momento. Eu e o pastor Bruno orámos durantte 3 meses e ela era muito de fé, ele respeitava as autoridades da igreja, eu nunca ouvi ele reclamar de nada, ele passava sempre a sua fé para mim, e sempre me ensinava através de suas atitudes o que eu deveria fazer.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Perdida no Altar - 6º Capítulo
Até que um dia numa reunião de graciosas do Godllywood mudou tudo. No final a Big fez algo que nunca tinham feito até então: Ela chamou quem estava muito mal, mal espiritualmente ao ponto de estar prestes a desistir de tudo. À medida que ela ia falando, cada palavra se identificava mais comigo. Então eu me levantei e fui perto dela sem sequer pensar duas vezes, afinal eu queria uma mudança, e não tinha forças para continuar. Eu fui a única que fui na frente. Ela mandou todas as outras meninas embora e ficou ali só comigo, sentamos e eu chorei muito, contei para ela tudo o que estava dentro de mim, que me sentia angustiada por não conseguir servir a Deus nas pequenas coisas como eu amava fazer antes, não conseguia estar bem comigo mesma. O olhar dela parecia me entender tão bem que eu não tive medo de falar e falei tudo, mas tudo mesmo! Ela disse-me que eu tinha que parar de pensar para mim, de ser egoísta e Servir a Deus ganhando almas porque Ele esperava que eu cumprisse o chamado que Ele me fez.
E foi isso que eu fiz, parei de viver uma vida de chorar a toda a hora e foquei no alvo.
O Pastor me autorizou a vestir de novo uniforme e trabalhar nas reuniões. Eu passei a dar o meu tudo. Eu voltei às antigas obras, ao primeiro amor, bem quando eu fui levantada a obreira. Santificava-me sempre antes de vestir o uniforme e de trabalhar em qualquer reunião que fosse. Eu dei o meu melhor para com as meninas e Sras da igreja que vinham me pedir atendimento. E aí eu fui fazendo para Deus sem esperar nadarem troca até que Ele me abençoou de forma grandiosa!
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Perdida no Altar - 5º Capítulo
A minha história de amor com o Lucas começou com um romance bem fofinho e bem clichê, por eu ser demasiado ansiosa para estar no Altar eu não tive em atenção aos sinais que Deus me mostrava através do caráter do Lucas. Quando alguém não tem temor para com um Homem de Deus é porque também não teme nem é fiel a Deus e voltamos à "velha história": o homem que não é fiel a Deus também não poderá ser fiel à sua esposa". Eu estava demasiado obcecada em casar, tinha medo de perder o Lucas e ficar sozinha que ignorei as coisas que Deus me mostrava. E a pior coisa que uma candidata ao Altar pode fazer é ignorar a voz de Deus.
A dor da traição é uma dor horrível, nunca pensei passar por tamanha dor. Eu senti uma angústia tão grande no meu peito, senti-me um nada, senti que a minha vida iria acabar naquele momento, senti que não valia nada naquele momento, eu senti que era a pior pessoa do mundo. Quando você é traída, se sente um lixo autêntico.
Porque se o Lucas teve que procurar fora de casa é porque ele não via o meu valor e o pior de tudo: nunca me tinha amado de verdade.
Quando descobri a primeira coisa que eu fiz foi ligar para a Esposa regional e chamei ela lá em casa. Ela ficou muito preocupada, sendo que eu estava a ligar para ela tarde e a chorar muito. Ela chegou lá em casa e eu mostrei-lhe o que havia descoberto, ela ficou surpresa assim como eu. Eu esperava que ela me fosse abraçar, beijar, cuidar de mim, mas não.
Ela fez exatamente o contrário. Ela me disse para usar a fé, que só pela fé eu ia fazer a vontade Deus, também me disse para ir até Jesus e me derramar a Seus pés, pois só Ele poderia me socorrer num momento tão complicado. Ela não agiu pelo sentimento, ela usou a fé. Eu esperava receber um consolo, mas ela me deu o melhor que eu alguma vez poderia receber: a fé.
E agradeço muito por ela me ter ajudado através de uma fé racional, naquele momento tão difícil.
O Lucas foi removido do Altar e eu fiquei como obreira na Sede daquele estado.
Alguém espalhou a fofoca, que eu e o Lucas estávamos traindo um ao outro ao mesmo tempo. E todos na igreja me olhavam de lado, quando eu passava só ouvia comentários a meu respeito. Eu tinha de "engolir" isso tudo e respirar fundo. Só pedia para Deus não permitir que eu ficasse com maus olhos dentro de mim. Passei a morar num quarto que tinha disponível na igreja. Foram momentos muitos difíceis para mim, eu não contei com ninguém, só com Deus mesmo. Quando ia para as reuniões eu sentava na última fila para as pessoas nem me verem e saía logo no amém. Todos os dias chorava de revolta pela minha situação e pedia a Deus que me levasse para perto dele porque não aceitava mais viver naquela angústia e sofrimento. Até que um dia numa reunião do Godllywood tudo mudou.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Perdida no Altar - 4º Capitulo
Eu sentia uma dor enorme por ver que passava cada vez mais tempo e aquele povo não se libertava, não nascia de novo. Havia algo de errado. Crescia uma revolta dentro de mim por ver que a cada dia aquela igreja não crescia, não avançava, não ia para a frente. Enquanto meu esposo estava ocupado na igreja, eu saía para evangelizar, atendia as jovens, limpava a igreja, fazia meus votos pelo povo. Mas mesmo assim, parecia que Deus estava em silêncio para mim.
Até que teve um dia que Deus falou comigo. Toda a semana, eu e meu esposo íamos para a reunião de Pastores. Naquele dia teve algo que o Pastor nosso responsável falou que não saiu da minha cabeça por nada.
Ele disse assim: "Se sua igreja não vai pra frente, é porque algo está errado com você Pastor ou com a sua Esposa, que está impedindo a Obra de Deus de avançar."
Essa frase ficou na minha cabeça por umas 2 semanas e eu orei durante essas duas semanas a Deus, pedindo para Ele me mostrar no quê que eu estava errando. Nessas duas semanas Deus não me mostrou o que eu estava a fazer de errado, mas através de Sua Palavra Ele me fortaleceu muito! Meu esposo estava distante de mim, fazia já alguns meses... Eu achava que era a maneira dele de sofrer pelas almas era ele se afastando de mim. Ele saia de casa perto das 6h30 da manhã e voltava perto de meia noite e ficava sempre trabalhando no computador até tarde. Devido à correria nós conversávamos cada vez menos.
Teve um dia que meu esposo foi chamado pelo Pastor regional para ir para a rádio que ia entrar em direto 1h da manhã. Nesse dia ele ficou trabalhando no computador, como habitual, até umas 00:15 e depois saiu de casa. Como eu tinha uns emails para verificar eu entrei no computador quando ele saiu e ele havia deixado a pagina do facebook aberta mas para meu espanto não era seu facebook e sim um outro com outro nome, era um "fake". Olhei o perfil, as conversas, e mais conversas com meninas novinhas, trocando numero de celular, marcando encontros. Ele estava me traindo com jovens da igreja, meninas que estavam buscando sua libertação. Percebi pelas conversas que estavam se encontrando durante o dia.
sábado, 8 de agosto de 2015
Perdida no Altar - 3º Capítulo
Eu e o Lucas já estávamos namorando há 6 meses e eu estava muito feliz, prestes a realizar o meu maior sonho: servir a Deus no Altar. Ele tinha umas atitudes meio estranhas quando era colocado sobre pressão, reclamava e ficava muito estressado mas eu gostava demais dele para desistir dele só por dois "defeitinhos". Passados mais 7 meses o Bispo do estado autorizou o nosso noivado. Na época que estávamos noivos ele foi transferido para a minha sede regional. Ele me ajudava sempre no FJU e preparávamos juntos o material para as reuniões. Eu já me conseguia ver como sua auxiliadora, como sua esposa. E todos os dias não havia nada que eu mais quisesse se não que ganhar almas ao lado do meu esposo, auxiliá-lo na busca de almas perdidas.
Ficamos noivando durante 1 ano e 3 meses e aí finalmente o nosso casamento foi liberado.
Todo o casamento exige preparação, todo o casamento exige cuidado com tudo. O meu vestido era lindo, parecia vestido de barbie, era rodado em baixo e super chique. Eu nem acreditava que finalmente estava me casando. Era um dos dias mais felizes da dia minha vida. Eu finalmente iria poder servir a Deus com o meu melhor! Com o meu tudo! Era tudo o que eu mais queria nesse mundo. O meu sonho estava se tornando realidade. Obrigada, Senhor Jesus por confiar em mim a Sua Obra maravilhosa. Foi a única frase que pensei quando entrei na igreja e estava tudo lindo. Ao fundo vi o Lucas, ele estava tão elegante, tão lindo!
O casamento foi todo maravilhoso! A nossa lua de mel foi num sítio muito bonito de SP e cada dia que eu estava com ele eu sentia que queria estar mais com ele. Eu e o Lucas assumimos uma igreja com total de 40 pessoas. Eu cuidava de cada alma com todo o carinho, fazia reunião com as meninas do FJU, administrava as coisas da igreja, cozinhava, limpava, enfim, estava a conseguir dar conta de tudo. Mas por algum motivo a igreja, mesmo depois de 6 meses não crescia.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Perdida no Altar - 2º Capítulo
Respondi que também tinha gostado de o conhecer e conversamos até tarde naquele dia rsrs aí no dia seguinte ele me ligou pela manhã e perguntou se queria ir passear com ele no parque.
O nosso dia no parque foi maravilhoso, comemos hot dog, passeamos, rimos e conversamos bastante sobre o FJU. O Pastor Lucas era demais mesmo... Estava gostando muito de o conhecer. Depois de almoçarmos ele me levou até o lago e sugeriu que nos sentássemos. Sentei-me do lado dele e ele olhou nos meus olhos e perguntou se eu aceitava orar com ele. Eu nem pensei duas vezes, aceitei logo. Eu e o Lucas conversámos/orámos por uns 5 meses e eu estava tão empolgada eu ir para o Altar que não pensava em mais nada, só nele e nas almas. Quando nosso namoro foi liberado foi um dia que eu me senti tão feliz, pude ver o sim se Deus para a minha vida. O Lucas era um pastor muito de Deus, ele vivia a dor das almas, ele pensava no sofrimento das almas todos os dias, ele era muito espiritual.
Quando já estávamos a namorar por 2 meses eu liguei para ele um domingo de noite e ele estava super estressado.
- Oi amor, tudo bom?
- Agora não posso falar, tchau. - ele falou com um tom de voz como se estivesse mega ocupado e desligou a chamada.
Fiquei triste, afinal o Lucas até agora sempre era tão simpático e doce comigo. O que será que havia acontecido?
Mas eu esperei que ele me ligasse de novo e escolhi não me preocupar e não pensar nisso. Deixei o celular no quarto e fui ajudar a minha avó com as tarefas de casa. Limpámos a cozinha e aí já era bem tarde quando subi para o meu quarto já nem estava a pensar no Lucas. Aí cheguei no quarto tinha quatro chamadas perdidas dele então liguei de novo para ele.
- Princesa? Oi? Tudo bom?
- Oi - respondi só oi para ver se ele se ia desculpar
- O que passa com você?
- Eu quem deveria perguntar isso
- Ahh, amor sobre à pouco... Estava terminando de escreve um relatório para o Pastor por isso que estava meio estressado. Me desculpa!
Eu desculpei, afinal todos nós temos dias em que estamos mais estressados.
- Eu te amo! - foi o que ele disse antes de terminarmos a chamada. O Lucas era alguém que não expressava muito seus sentimentos e aquele "eu te amo" foi a primeira vez que ele me disse isso. Acreditam que em 2 meses de namoro ele nunca havia dito um único "eu te amo"? Ela preferia mostrar que me amava do que dizer. Mas apesar de eu preferir suas atitudes, é claro eu também queria muito ouvir isso da boca dele e me deixou muito feliz!!
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Perdida no Altar - 1º Capítulo
Eu estava bem na fé até que um dia o FJU todo de SP foi convocado para uma vigília que seria na João Dias. Da minha região foi bom, conseguimos levar 5 ônibus da região toda e estávamos na fé, na expectativa do que seria falado. No final da vigília, o Bispo falou que os líderes regionais fossem lá na frente para que ele orasse por nós. Ah! Que benção... Fui la na frente do Altar e no instante em que eu estava a pedir a Deus uma direção para o Força Jovem, Deus colocou em mim um desejo enorme de ganhar almas, ainda maior do que eu já tinha, Deus colocou dentro de mim naquela oração o chamado do Altar e isso foi a maior certeza que eu tive naquele instante. Não foi sentimento nenhum porque Deus não trabalha com emoção. Deus colocou dentro de mim o Seu chamado, um amor ainda maior pelas almas e um desejo de que a minha vida fosse gasta a salvar almas. Eu nunca sequer tinha colocado a ideia de ser Esposa de um Pastor. O meu sonho desde criança era ser advogada. Mas naquele momento pareceu que nada mais importava além do Altar.
A partir daí passei a fazer a Obra de Deus com o dobro da dedicação com que fazia antes. Eu queria dar para Deus o meu melhor. Eu comecei também a dedicar-me mais em casa, a aprender coisas de casa para que me fossem úteis quando eu casasse. Uma semana depois de completar 20 anos o Pastor da minha igreja chamou-me:
- Sofia, quero-te apresentar ao meu primo, Lucas que é pastor auxiliar.
- Sim, senhor.
Fiquei ansiosa para conhecer o auxiliar Lucas...
Na semana seguinte o Pastor me convidou para almoçar em casa dele com sua esposa e seu primo. Estava bem nervosa... Não sabia nem o que vestir. Aí acabei por vestir uma calça social rosa, uma camisa jeans, um maxi colar colorido e um sapato beje com um salto baixinho. Cheguei lá uns 5 minutos antes né, nervosa... Quando cheguei a D. Beth (esposa do meu Pr) veio me receber com um caloroso abraço. O seu abraço ajudou-me a aguentar minha ansiedade por mais um pouquinho pois me acalmou bastante. O almoço foi bem diferente, rsrsrs, eu e o Pr Lucas não conversámos muito entre nós pois ele devia estar bem tímido como eu... No final trocámos números de telefone e eu fui para casa.
Nessa mesma noite ele me mandou uma mensagem no whatsapp: "Gostei de conhecer a sra, obreira".
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