quinta-feira, 23 de julho de 2015

Perdida no Altar - Introdução

Mais uma conexão do Força Jovem, naquele sábado tinha sido muito bom! Desde que eu estava a tomar conta do FJU nunca tinham chegado tantos jovens novos. Realmente Deus estava nos honrando a cada dia mais, e isso era bem notório no meio de todos os jovens. Meu nome é Sofia, tenho 19 anos. Sou obreira desde os meus 17, vivo com os meus avós no centro de São Paulo pois vim para fazer faculdade enquanto que os meus pais vivem numa cidade no interior de SP. Estava quase a terminar o primeiro ano de faculdade de direito. Ser advogada era meu grande sonho desde criança.
Minha amiga, a Taís estava sempre comigo, ela era um grande apoio para mim, nós nos ajudámos muito uma à outra porque chegámos na igreja na mesma altura e demos os mesmos passos: alcançámos a libertação na mesma altura, convertemo-nos na mesma época também... Enfim, acompanhámos uma à outra na fé, o que me ajudou muito!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 17º Capitulo (Ultimo)

 Comecei a ajudar a esposa na casa deles. Ela me ensinou coisas preciosas desde os temperos certos para cada coisa até passar as camisas do Bispo e os produtos de limpeza corretos para cada local.
No inicio deixei queimar muita comida, falhei muitas vezes nos temperos, queimei duas camisas do Bispo. Mas com o tempo fui aprendendo, a Esposa ia me ajudando e ensinando. Ela se tornou uma verdadeira amiga para mim, ela me ajudou muito mesmo em várias situações que eu precisei de uma amiga ela estava lá. 
 Passaram 7 meses e o Bispo liberou nosso casamento. 
O mais interessante foi que eu fiz fogueira santa para casar e não para noivar. E o Bispo liberou o casamento e casamos um mês depois de ele ter liberado. O casamento foi lindo! Estava tudo lindíssimo. Foi um dos dias mais especias em toda a minha vida. Naquele dia eu só tive mais ainda a certeza que foi Deus quem nos uniu e quem estava do nosso lado. Deus que nunca falhou. 

Queria que com esta história percebessem duas coisas muito importantes: a primeira é que quando você esta procurando alguém procura ver alguém que tenha os mesmos objetivos que você. Eu consegui me desapegar do Leandro fácil porque ainda não estávamos muito apegados. Mas quanto mais tempo passa, pior é. Tenha em atenção o objetivo. Em segundo lugar confie sempre em Deus porque Ele não falha! Nunca. 

Espero que tenham gostado minhas queridas e amanhã começa nova história! Não percam. 

sábado, 18 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 16º Capítulo - Penúltimo

Passaram 4 meses, o Pedro estava lá em Portugal feliz. Ele me contava que o povo de lá era mais difícil de evangelizar então ele estava amando porque era realmente um desafio. Estava todo entusiasmado por estar cuidando de dois núcleos e estarem crescendo. Eu ficava muito feliz de ouvir ele no telefone falando com tanto entusiasmo. 
Mesmo quando minha mãe melhorou da pneumonia a minha irmã ficou lá connosco e mais tarde ela começou a namorar com o Leandro. Fiquei muito feliz por ele ter conseguido avançar com a vida dele. 
Até que um domingo de noite recebi uma chamada do Pedro no skype, foi estranho pois ele nunca me ligava de domingo, era o dia mais corrido dos dois então ele nunca ligava. Só costumava me ligar durante a semana. 
Ele me ligou:
- Oi princesa
- Olá amor, como está ai Portugal?
- Você nem vai acreditar no que aconteceu 
- Me conta...
- Eu fui levantado a auxiliar hoje! O Bispo me chamou e mais dois iburds e nos levantou. E depois da reunião ele me falou que eu iria auxiliar para uma regional. 
- Fiquei muito feliz por você, sério. Vai arrebentar agora ainda mais, meu amor. Eu creio.
Falámos mais um pouco das novidades e depois desligámos. 
Sempre que eu falava com ele, nunca tentei mostrar a saudade que sentia dele. Queria que ele visse em mim um ponto de força. 

Um mês depois, a nossa catedral foi abençoada pela vinda de um Bispo para lá. E a esposa dele começou a fazer reunião com as namoradas e noivas de Pastor. E no final da nossa segunda reunião ela me chamou no fim. E me convidou a morar na casa dela, ajudá-la nas tarefas de casa, para me preparar quando eu casar. Aquilo era a resposta de Deus à luta que eu estava passando devido à distância. Porque naquela reunião havia obreiras que já eram noivas, havia mais 6 obreiras e ela escolheu a mim! Deus certamente estava me honrando.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 15º Capítulo

Não deveria estar conversando com o Leandro sozinho. De certeza que o Pedro não gostou nada. Passaram mais umas semanas e sempre estava evitando o Leandro, afinal se fosse eu no lugar do Pedro não iria gostar nada de ver minha namorada conversando de boa com seu ex. Eu e o Pedro já tínhamos 6 meses de namoro e estávamos na fé. Um dia, ele chegou perto de mim depois da reunião de domingo, 9h30 e disse: 
- Amor, estou indo embora para a Europa. 
Vou ser sincera, fiquei muito triste mesmo, mas eu não queria passar isso para ele então lhe dei força:
- Tá ligado. Eu creio que você vai resgatar muitas almas lá. Deus vai te usar muito lá. Vai para que lugar?
- Portugal e vou amanhã mesmo.
Como assim? Já? Poxa, estava tão feliz de estarmos juntos, na fé, a fazer propósitos pelo povo. Mas eu não queria transmitir isso para ele. 
- Posso te ir levar no aeroporto? - perguntei 
- De certeza?
- Sim, quero sim. 
Passamos essa noite toda no telefone conversando sobre tudo e rindo muito. Foi uma boa noite de despedida. Mas eu sabia que não era um adeus, mas sim até mais logo. 
No dia seguinte, ele me foi buscar em casa e fomos até à igreja juntinhos, ele pegou sua mala lá e o Pastor e a sua Esposa nos levaram de carro até o aeroporto. O aeroporto ainda era longe, uma hora de viagem então foi bom, sempre era mais um tempinho juntinhos. Fomos os dois na parte de trás do carro e íamos de mão dada e a minha cabeça encostada no seu ombro enquanto me acariciava o cabelo. Ah! Quem me dera ficar ali para sempre! Perto dele me sentia segura, ele me transmitia essa segurança. Segurança essa que vem da fé que eu trazia dentro de mim. Ele era um presente que o próprio Deus me tinha dado para eu cuidar. Quando chegámos no aeroporto fui com ele no check in, depois ele tinha que entrar para embarcar e foi a nossa despedida. Ele me beijou e abraçou. Abraço este que demorou, pois seria o abraço que me confirmaria que nos íamos ver novamente. Não consegui aguentar e comecei a chorar. Ele percebeu e limpou minhas lágrimas.
- Eu te amo, minha Debbie. Nos encontraremos em breve. 

E lá foi ele, na sua nova missão. Agora para salvar almas em Portugal.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 14º Capitulo

Uns dias mais tarde fui para a igreja e para minha surpresa bem na porta estava Pedro conversando com o Leandro. Cheguei perto deles dois um pouco sem graça. 
- Oi - disse 
- Debbie - disse Pedro surpreendido - Não sabia que era essa sua igreja 
- Oi Débora, tudo bom? - disse Leandro enquanto estendia sua mão para me cumprimentar
Depois o Pedro beijou minha bochecha. Fiquei do lado dele e em frente estava o Leandro. 
Fiquei muito sem graça mesmo, encarando o chão enquanto eles conversavam sobre o FJU. Pelos vistos agora Pedro estava lá e ajudando o Leandro no FJU. O Leandro passados uns minutos se despediu e foi para dentro da igreja. 
- Esse é o Leandro, o Leandro seu ex? - perguntou o Pedro 
- Sim, por isso que estranhei esse super à vontade com seu novo melhor amigo
- Sério, nem fazia ideia - ele disse com um ar sério
- Mas não precisas te preocupar com ele
E ele ficou mais tranquilo e logo fomos nos preparar para a reunião. O Pedro foi para a sala de campanha e eu fui para a sala das obreiras vestir o uniforme. Quando sai fui à sala do FJU. Ahhh que saudades dessa sala maravilhosa, onde eu cheguei, que me acolheu, sala onde alguém acreditou em mim, alguém lutou pela minha alma e me ajudou! Eu devia muito ao FJU. E quando estava saindo me cruzo com o Leandro. 
- Oi - disse ele 
- E aí? Como está o FJU?
- Está crescendo. Tem muitos jovens novos que você já não conhece 
- Imagino rsrs. Estava cheia de saudades desses jovens. 
- Amanhã vens na conexão? 
- Claro, agora estou para ficar. 
- Você não vai mais para SP?
- Não sei bem, mas agora devo ficar por aqui para ajudar minha mãe que saiu ontem do hospital e minha irmã também vai ficar cá connosco. Meu pai é que já foi embora.
- E sua irmã não veio hoje? 
- Não, ela vem amanhã só.
Estava indo embora da sala até que ele me chamou 
- Débora?
- Sim?
- Como você me conseguiu esquecer tão rápido?
- Porquê essa pergunta agora?
- Porque eu não consigo te esquecer, eu ainda te amo. 
E nesse preciso momento passa o Pedro, que estava dizendo que o Pastor estava chamando os obreiros todos. Ele parou bem perto de nós bem sério:
- Obreiros, o Pastor está chamando.
- Sim, estamos indo. - disse e fomos atrás dele. 
Não deveria estar conversando com o Leandro sozinho. De certeza que o Pedro não gostou nada.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 13º Capitulo

- Você ainda o ama? - perguntou ele.
Demorei um pouco a responder e ele disse: 
- Ok já estou entendendo tudo. 
- Não, não é isso. Eu não amo mais o Leandro. Eu apenas tenho medo de perder alguém que eu ame como eu o perdi, por isso meu ciume doentio. Me perdoa, eu vou deixar de ser ciumenta. Prometo. - disse eu.
Ele disse que eu estava perdoada, mas os seus olhos não me mostravam isso. Ele parecia querer ver para acreditar que eu ia mudar mesmo. 
Ainda estava na igreja, fui para o Altar, me ajoelhei e fiz uma oração me derramando no Altar e entregando todo o meu 'eu', todo aquele ciume. E falei no meio a choro:
"Deus, eu não mereço falar com o senhor, eu não mereço estar aqui, não mereço nem este uniforme que estou vestindo. Eu me deixei dominar pelos meus sentimentos de uma forma horrível. Eu coloquei em risco a minha salvação por um sentimento. E eu rejeito esse sentimento, eu entrego no Altar do Senhor. Eu não aceito que a minha vida seja dominada por esse sentimento." E enquanto estava a derramar todo o meu ser ali naquele Altar senti alguém que se ajoelhou bem do meu lado e agarrou minha mão. Eu conhecia aquele toque, era o Pedro. Ele orou pediu a Deus que nos desse a direção certa e que não viéssemos nos distrair com coisinha pequenas, mas sim que o nosso foco continuasse a ser as almas, porque havia sido para isso que Deus nos tinha unido. Quando levantámos, abri os olhos. Eu estava diferente, dentro de mim eu estava, Deus havia me revestido com a Sua força para guerrear as guerras que precisam ser guerreadas. Pedro me abraçou e sussurrou no meu ouvido que era eu quem ele amava e naquele momento eu senti uma segurança enorme, que eu creio que foi Deus que colocou dentro de mim. 
Quando cheguei em casa meu pai me avisou que minha mãe tinha adoecido naquela semana e que iríamos todos visitá-la até ela melhorar. Partimos no dia seguinte pela tarde. Só tive tempo de enviar uma mensagem para o Pedro avisando: "Amor, estou indo ver minha mãe, ela ficou doente. Quando chegar te ligo, beijos" e ele logo respondeu me avisando que estava mudando também. Para onde será que ele iria? Achei estranho ele não ter dito, mas no momento estava mais preocupada com minha mãe. Cheguei e fomos logo visitá-la no hospital. O médico falou que ela estava melhorando da pneumonia, mas que ainda precisava ficar lá mais uns dias para ver se estava tudo bem. Fui para casa descansar. Uns dias mais tarde fui para a igreja e para minha surpresa bem na porta estava Pedro conversando com o Leandro.

terça-feira, 14 de julho de 2015

POST ESPECIAL: PORQUE DEUS DIZ QUE DARÁ UM NOVO CORAÇÃO?

Porque Deus diz que dará um novo coração?

Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espirito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espirito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis. Ezequiel 36.26,27

Por que Deus diz que dará um novo coração? 

É muito simples de entender, o coração da natureza humana é corrupto, ou melhor desesperadamente corrupto. Ele é desesperado por corrupção.

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Jeremias 17.9

A pessoa pode até ser carinhosa e boníssima, mas isso não faz dela alguém livre de coração corrupto.  Talvez seja por isso que muitos não concordam com essa mensagem. Para uma pessoa que traz essas qualidades, é difícil entender que ela traz também dentro de si um coração corrupto. Pense comigo, se o coração fosse ''perfeito'', se nele não houvesse nenhum problema, não haveria a necessidade de Deus dizer: ''Dar-vos-ei um novo coração.'' é claro que este coração corrupto não impede a pessoa de ver e receber um milagre ou uma benção. E o coração da mulher hemorragica era corrupto ou não? O coração dos dez leprosos era corrupto ou não? Contudo , eles não deixaram de ser curados! 
E o coração da viúva que deu duas moedas era corrupto ou não? Nem por isso ela deixou de prosperar !
Aquele centurião que pediu pelo seu servo, será que ele não tinha um coração corrupto? Nem por isso o seu servo deixou de ser curado. Eles receberam milagres porque manifestaram a fé. A condição para receber um milagre não é ter um novo coração,basta manifestar a fé. Em muitos casos , você pode até ver o milagre acontecendo, mas vai continuar a mesma pessoa, sujeita as Vozes desse coração corrupto e, com certeza, vai continuar sofrendo. Porém, para entrar no REINO DE DEUS, primeiro você tem que nascer de novo, até porque no REINO DOS CÉUS não pode haver corruptos. Aquele que era corrupto e estava no REINO DOS CÉUS foi expulso, o diabo. E não só o diabo,mas Deus expulsou todos os corruptos! É impossivel Deus manter comunhão com aquele que é corrupto. Deus aceita o corrupto, mas somente aquele que deseja deixar a corrupção, abrir mão do coração enganoso e morrer para esse coração. Como ninguém pode ficar sem um coração,então Deus dá um novo. É o transplante de coração feito não por mãos humanas, mas pelo Espirito Do Altissimo, o Deus Eterno. A Intenção não é julgar ninguém, a intenção é ajudar, e só se ajuda com a verdade. Porque no dia em que a pessoa recebe o novo coração com ele vem um novo Espirito e, naturalmente, uma nova vida... Então se você tem esse coração corrupto, peça pra Deus fazer um transplante e te dar um novo coração, pois corações corruptos não entra no REINO DE DEUS, junto com o novo coração, vem um novo Espirito e naturalmente uma nova vida, quando recebemos esse novo coração tudo muda, tudo se transforma !

Espero ter ajudado muitas de vocês amigas, e amanhã teremos mais, deixe ai abaixo nos coments, o que esse post serviu pra você?

|JisellyS.













"Altar ou Átrio?" - 12º Capítulo

Embarquei no fim daquele mês para São Paulo.
Quando cheguei contei tudo para o meu pai e minha irmã, eles me apoiaram e me deixaram ficar lá o tempo que eu precisasse.
Por mais que eu tenha sido fria no modo de falar com o Leandro, o término de uma relação não é fácil para ninguém. Mas Deus estava cuidando do meu coração...

Passaram três meses, ainda em SP. Eu estava cada dia que passava mais focada no Altar, sempre procurava servir a Deus nas reuniões com o meu melhor. Me sentia tão bem ao chegar a casa cansada, mas feliz e realizada porque havia servido com o meu melhor naquele dia. 
Até que um dia normal, aliás uma quarta-feira após a reunião, o Pastor responsável pela evangelização me chamou e disse que eu iria ajudar o iburd Pedro no núcleo que iria começar no dia seguinte (quinta).
Gostei imenso da ideia! E quinta feira lá estava eu, na catedral esperando o iburd (na verdade eu nem sabia quem era esse iburd kkkk). Passou um montão de iburds, e estavam todos parados na fachada da catedral. Agora como saber quem seria o Pedro? Rsrsrs'
Perguntei para um deles qual era o Pedro e ele me disse onde o tal Pedro estava. Cheguei perto dele e logo descobri quem ele era. 
E gente, ele era muito bonito mesmo!!
Todas as quintas, nos encontrávamos e íamos para o núcleo, nos aproximou muito mesmo. Estava a crescer um interesse dentro de mim, mas eu não queria nem ia tomar o primeiro passo. Então para ser ainda mais notada por ele eu comecei a trabalhar nas reuniões que ele fazia, que era de terça e sexta às 12hrs. Até que mais ou menos uns dois meses depois de termos começado o núcleo ele me perguntou se eu queria orar com ele e claro que aceitei. Dois meses depois, o Bispo do estado autorizou nosso namoro. 
Passaram mais três meses e não estava sendo fácil aquela relação, eu me tornei controladora demais por estarmos numa igreja grande e ele precisar de conviver com várias obreiras, o que me tornou numa pessoa muito ciumenta. O que me fez muito mal. Ao mesmo tempo que eu me queria aproximar dele, os meus ciumes o afastavam. Eu sempre estava lutando para não ser ciumenta, mas mal podia ver uma obreira olhando para ele que os ciumes me consumiam. Era algo fora do normal, mesmo... Nos distanciávamos mais a cada dia por minha causa. 
Até que um dia, só com três meses e meio de namoro, ele me chamou no fim da reunião e me falou num tom de chateado:
- Débora, não estou mais aguentando os teus ciumes, eu não te dou razão nenhuma para isso. Para de criar coisas onde não existem. Eu te amo, só a ti, não amo mais ninguém. Precisas confiar em mim. Porque se esses seus ciumes não terminarem, acho melhor nosso namoro terminar. 
Fiquei estática, a olhá-lo. Ele raramente me chamava de Débora, ele me criou vários apelidos fofos como Debbie, Deb, Dedé... Me senti muito triste ao ouvir aquelas palavras vindas dele, eu sabia que ele estava certo, mas aquilo estava doendo o meu 'eu', o meu orgulho. Naquele momento quis um lugar para me esconder. 
Não consegui conter as lágrimas, e respondi no meio de soluços e choro:
- Desculpa, eu não queria que fosse assim. A verdade é que eu tive tanto medo de te perder que essa foi a minha maneira de lidar com a perda do Leandro, me apegando demais com medo de perder. 
- Você ainda o ama? - perguntou ele.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 11º Capítulo

Mas eu com a minha teimosia continuava insistindo que ele ia mudar. Até que nessa reunião aconteceu algo que mudou a minha vida. 
Na hora da busca o Bispo chamou na frente quem precisava de uma resposta de Deus, quem precisava ouvir a Sua voz. E quando o Bispo falou aquilo eu me levantei da cadeira e quase corri para o Altar, rsrs.
Cheguei lá e me derramei, literalmente, aos pés do Senhor Jesus, eu senti-me tão "um nada" naquele dia, eu me humilhei, falei tudo o que tinha para falar para Deus e no final quando o Bispo pediu para que todos fizéssemos silêncio e nesse momento eu tive a certeza do que teria que fazer, Deus me fortaleceu de uma forma que me deu força para fazer aquilo que no meu íntimo eu sempre soube que teria que fazer. Sai daquela reunião outra pessoa, completamente. Segunda feira, meu pai e minha irmã foram me deixar no aeroporto pois havia chegado o dia de meu regresso a casa. Me despedi deles com muito carinho e saudade já kkkk. 
Cheguei determinada no que iria fazer.
Liguei logo para o Leandro avisando que precisava falar com ele e que seria um assunto sério.
Combinámos na igreja. Cheguei lá ele já lá estava sentado me esperando. 
- Oi, como estás? - disse eu chegando perto dele
Ele se levantou e me abraçou, afinal fazia uma semana que não nos víamos. 
Me sentei e comecei falando:
"Leandro, preciso falar contigo algo muito sério. Eu quero servir a Deus no Altar, eu tenho esse chamado dentro de mim, é o meu maior sonho, é tudo o que eu mais quero neste mundo! E não dá mais para aguentar essa relação em que a gente tem objetivos completamente diferentes."
Ele ficou sem reação e consegui perceber que estava triste à medida que ia falando. 
Eu fui muito fria na forma de falar, é isso que a fé racional faz, ela deixa o sentimento totalmente de lado e nos faz agir, agir segundo a vontade de Deus. Ele disse que me compreendia e que eu merecia outra pessoa. 
Cheguei a casa, contei tudo para minha mãe e ela me aconselhou a ir passar uns tempos com meu pai para colocar as ideias no lugar e dessa vez ela iria comigo de férias. Achei uma boa ideia.
Embarquei no fim daquele mês para São Paulo.

domingo, 12 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 10º Capítulo

O primeiro homem que eu estava amando de verdade não queria servir a Deus da forma que eu queria. Fiquei sem saber o que falar mais, até que ele perguntou:
- Falei algo errado? Que cara é essa?
- Nada Leo, não é nada não...
Ficamos ali conversando e rindo o resto do tempo. Eu estava ali mas não estava, eu estava a pensar no que poderia fazer, eu queria mudá-lo. Eu tinha a certeza que se eu pedisse a Deus, Ele iria transformar o pensamento de Leandro. Deus era capaz de fazer isso! Eu cria que sim.

Passou mais umas semanas e faltava uma semana para ir visitar meu pai.
Quanto ao Leandro, eu estava cada vez mais apegada a ele, eu estava cada vez gostando mais dele até que então o Pastor liberou nosso namoro. Eu estava realmente na fé que Deus ia mudar ele. Sempre mandava para ele testemunhos de esposas, de Pastores, para tentar mudá-lo... Mas parecia que era em vão, ele só falava sobre sua empresa e seu futuro como empresário e isso me entristecia muito, me dava um aperto enorme no coração, mas por outro lado eu gostava demasiado dele para terminar tudo. 

Passou mais uma semana e lá era o dia do meu embarque para São Paulo. No dia antes minha mãe adoeceu então ficou e não foi comigo. Ela disse que iria lá ter connosco mais tarde. 
Cheguei no aeroporto de SP e foi bem estranho reconhecer meu pai, estava com uma foto dele na mão e procurando o senhor da foto. Até que alguém me tocou no ombro e perguntou:
- Débora?
- Pai? - perguntei eu 
- Sou eu mesmo - quando ele disse isso já estava abrindo seus braços para me dar um abraço enorme
Senti-me tão bem quando ele me abraçou, foi um momento incrivel!
Chegamos em casa e ele me apresentou "meu quarto" e eu deixei lá minha mala. Onde será que minha irmã estava? Queria tanto conhecer ela. Meu pai disse que ela era obreira também. 
Conheci minha irmã nesse mesmo dia mais tarde, ela era uma menina linda, muito doce e simpática!
No domingo quando fomos para a igreja juntas eu estava contando para ela sobre o Leandro e o quanto que me deixava triste ele não ter o mesmo desejo que eu. Ela me falou que era melhor eu terminar tudo com ele antes que fosse tarde de mais. Mas eu com a minha teimosia continuava insistindo que ele ia mudar. Até que nessa reunião aconteceu algo que mudou a minha vida. 

sábado, 11 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 9º Capítulo

- Então, você me disse para eu te procurar quando estivesse pronta para orar e...-disse essa frase toda gaguejando e com muitas pausas no meio-me desculpa, estou meio nervosa.
- Então deixa eu perguntar-disse ele- Débora, você quer orar comigo para ver se o nosso relacionamento é da vontade de Deus?
- Obrigada por me ajudar rsrsrs', sim eu quero muito!

A partir daquele dia a gente começou por se conhecer, começámos a falar muito, o Leandro era um fofo, ele sempre me ligava e puxava assunto. Eu e o Leandro tinhamos 4 anos de diferença, eu tinha 17 e ele 21, não penso que seja muita diferença. 
No final do mês tive atendimento com a minha Sister do Godllywood onde eu lhe contei sobre o Leandro e o meu desejo de fazer a obra de Deus no Altar e ela me disse algo que sinceramente não estava à espera de ouvir, ela me falou para eu ver se eu e o Leandro tínhamos esse mesmo desejo (do Altar). Eu pensei que ele tinha, mas para ser sincera nunca lhe tinha perguntado nem ouvido ele dizer nada sobre o assunto. 
Quando estava indo para casa decidi ligar para o Leandro:
- Oi, tudo bom?
- Sim e você?
- É também, saí agora do atendimento com a minha Sister.
- E aí? Como foi?
- É sempre bom né - ri meio sem graça
- Está mesmo tudo bem, Deh? (é ele passou a me chamar de Deh, super fofo né)
- Precisamos conversar...
- Hoje?-perguntou ele
-Se você poder hoje, seria melhor que sim. 
- Quer que eu te pegue em casa?
- Sim, podíamos ir no parque que tal?-sugeri eu 
- Para mim está bom sim. Que horas?
- Chego em casa em 5 minutos. 
- Então 19h eu passo aí.

Cheguei em casa 18h40, tomei café com minha mãe e estava dando um pouquinho de atenção para ela.
- Vai sair filha?
- Sim mãe, o Leandro vem me pegar daqui a pouco
- Querida, preciso te dizer uma coisa
- O que foi mãe?
- Seu pai quer que a gente vá visitar ele e sua irmã
- Como assim mãe? O pai nunca lembrou de nós, o que aconteceu agora para ele nos querer ver?
- Ele me ligou esta manhã e quer te conhecer, e pediu para que eu levasse você no próximo mês. Ele se arrependeu de tudo o que fez, de ter afastado você de sua irmã. Débora, você precisa perdoar seu pai. 
- A senhora tem razão mãe, a gente vai lá sim! Agora eu preciso pegar minhas coisas para sair, até mais. dei-lhe um beijo e saí da cozinha. 
Fui no meu quarto dobrei meu joelhos e comecei a orar: "Senhor, eu não sei que sentimento é esse que tenho pelo meu pai, eu não odeio ele, aliás eu oro sempre por ele, mas também custou ouvir que iria visitar ele, então Deus se existe algum sentimento ruim em relação a ele, arranca de mim. Eu quero conhecer meu pai! Amém." 
Peguei minha bolsa e já tinha uma mensagem do Leandro a avisar que já estava na minha porta fazia uns 10 minutos. Corri para sair de casa pois eu não gosto de chegar atrasada em nada.
Entrei no carro e ele sorriu para mim com aquele sorriso lindo de sempre.
- Oi Deh, esteve correndo? - ele riu de mim
- Desculpa por chegar atrasada
- Não tem problema, mas está tudo bem mesmo? 
- Agora sim!! 
- Então?
- Vou visitar meu pai mês que vem
- Sério? Não ficou feliz com isso? 
- Quando minha mãe me contou não, mas agora já estou mais tranquila. Afinal de tudo, ele nunca quis saber de mim e agora se lembrou do nada? Mas eu já o perdoei por tudo o que ele fez comigo.
- Tá ligado.
Chegámos logo no parque. Ele estacionou e saímos do carro. Sentámos num banco de jardim. 
- Posso saber que se deve a honra de esse convite para vir no parque? - ele disse de um jeito engraçado me fazendo rir e ficar tímida, olhei para baixo. Ele pegou na minha mão e disse- não precisa ficar envergonhada Deh.
- Desculpa - disse enquanto ria da minha figura e continuei falando - Leandro, qual a sua perspetiva de futuro? O que você quer fazer no futuro
- Então, pretendo terminar o curso que estou na faculdade, e abrir minha própria empresa.
O meu coração apertou quando ele falou aquilo. Como? Assim? 
Eu já nos imaginava juntos do outro lado do mundo servindo a Deus. Não acreditava mais no que estava acontecendo. O primeiro homem que eu estava amando de verdade não queria servir a Deus da forma que eu queria. Fiquei sem saber o que falar mais, até que ele perguntou:
- Falei algo errado? Que cara é essa?

sexta-feira, 10 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 8º Capítulo

Ele pediu para eu olhar para ele e disse:
- Preciso falar contigo, é sério.
- Sim? 
- Já um tempinho que estou sentindo algo por você, aceita orar comigo para ver se é da vontade de Deus?
Fiquei estática, sem reação alguma.
- Obreiro Leandro... Eu prometi a mim mesma que só pensaria na minha vida sentimental depois de ser obreira, e eu ainda nem fui consagrada ainda. Me dá um tempinho.
- Isso é uma maneira de dizer não?
- Isto é uma maneira de dizer que eu direi sim daqui um tempo, mas agora sim é não. 
- Eu vou te esperar.
- Tá ligado. 
- Quando você se sentir pronta para orar comigo me procura.

E logo chegou a Isa perto e interrompeu:
- Oi obreiro, oi Debora quer carona? -perguntou a Isa
- Pode ser sim amiga, vamos.
Disse tchau para o obreiro Leandro e fui embora para casa. 
Não conseguia pensar em mais nada do que naquela conversa, será que tinha feito bem? Eu não queria agir no impulso, na emoção. Fiz uma oração: "Senhor Jesus, eu quero que o senhor seja o primeiro na minha vida, eu sei de onde eu vim e eu não quero voltar para o mundo e viver iludida como eu vivia então por favor me dá o teu discernimento para saber o que é certo a fazer! Amém." 
Fui dormir e no dia seguinte era dia FJU, sai bem cedo de casa (umas 2h antes) e fui evangelizando jovens pelo caminho, consegui levar 3 para o FJU daquela tarde. A tribo que eu cuidava estava em 2º lugar nas pontuações, e aquela tribo que outrora tinha 4 jovens, hoje éramos por volta de 25 onde já 5 eram obreiros. Deus estava honrando essa tribo e a minha fé a cada dia que passava e eu cria que mais ainda estava por vir. 
Agora quem fazia as conexões do FJU era o Pastor e o obreiro Leandro, foi uma tarde muito animada, cheia de diversão e de muita música. 

Passou um mês e o Pastor avisou que a consagração dos novos obreiros seria no ultimo domingo do mês. Convidei minha mãe, e algumas colegas da escola para assistirem minha consagração. Esse dia foi muito forte, Deus me ungiu para salvar almas, Deus me escolheu para O servir e agora minha vida não seria mais igual. Deus me chamou e eu não neguei meu chamado nem minha fé até aqui! Naquele dia que fui consagrada, Deus me revelou o meu chamado, um grande desejo de fazer a obra de Deus no Altar tem crescido dentro de mim a cada dia. Não penso em mais anda além disso. A minha vida é do Altar.

Depois de uns 3 meses de estar como obreira consagrada, eu lembrei do obreiro Leandro e achei que estava na hora certa de cuidar da minha vida sentimental. 
Era uma quinta de tarde e estava me arrumando para ir para a Terapia do Amor e liguei para o obreiro Leandro quando estava saindo de casa:
- Oi obreiro, tudo bom?
- Debora, você pode me chamar de Leandro
- Tábom, rsrs, Leandro tudo bom?
- Bem melhor assim
- Você vai na terapia hoje?
- Já estou aqui na igreja, você precisa de algo?
- Na verdade sim, preciso falar contigo
- Quando você chegar a gente se encontra por aí
- Até já

Desliguei e saí de casa, no caminho para a igreja estava pensando na forma como falar, o que dizer, de que forma dizer...

Cheguei lá na igreja e não foi muito dificil de encontrar o obreiro Leandro sendo que não tinha chegado muito povo ainda. Cheguei perto dele:
- Olá-disse um pouco tímida
- Oi Débora, e aí? O que precisa de mim?
- O senhor disse que - ele logo me interrompeu
- Só Leandro...
- Então, você me disse para eu te procurar quando estivesse pronta para orar e...-disse essa frase toda gaguejando e com muitas pausas no meio-me desculpa, estou meio nervosa.
- Então deixa eu perguntar-disse ele- Débora, você quer orar comigo para ver se o nosso relacionamento é da vontade de Deus?

quinta-feira, 9 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 7º Capítulo

Quando o obreiro parou na minha casa, sorriu para mim e disse:
- Até amanhã
Desapertei o cinto de segurança e olhei para ele que me encarava com aqueles olhos enormes verdes e com o seu sorriso de sempre. Sorri para ele e sai do carro. Mas o que estava acontecendo comigo? Não estava acreditando. Eu, Débora, aquela menina que outrora era muito tímida, que sempre ficava escondida admirando os meninos de longe, nunca se tinha aproximado de nenhum rapaz na escola nem em lugar nenhum estava gostando do seu líder de tribo. Quando cheguei no meu quarto fiz uma oração:
"Deus, eu sei que sou nova ainda para me preocupar com minha vida sentimental, eu sei que o senhor tem alguém reservado para mim, mas será que é o obreiro Leandro? Por favor me ajuda a saber o que tenho que fazer." Comecei a distrair a minha cabeça para não ficar pensando só nele, assim Deus não iria falar comigo de qual a vontade dEle. 
No sábado fui fazer mercado com a minha mãe e me atrasei para o FJU, a conexão começava 18hrs e eu estava indo para a igreja 17h50 o que era tarde sendo que eu era auxiliar do líder... Quando estava no caminho o obreiro Leandro ligou para mim:
- Débora? Cadê você? - ele disse com voz de chateado 
- Oi obreiro, eu sai para ir no mercado com a minha mãe e dai a gente se atrasou. 
- Tá, chega rapido, tchau. - e desligou sem me deixar falar mais nada.

Quando cheguei na igreja, já tinha começado a primeira oração. Fui devagar para não fazer muito barulho e fiquei perto dos jovens da minha tribo. O Pastor falou tudo o que precisava ouvir. Falou muito sobre a vida sentimental, e que primeiro tinhamos que priorizar a vida Espiritual e só quando tivéssemos condições quer financeiras quer espirituais é que deveríamos procurar alguém para casar. 

Passaram cinco meses.
Nestes cinco meses muita coisa aconteceu. O Bispo mandou levantar de colaboradores todos os que estavam na aula de candidatos a obreiros. Já estava de colaboradora fazia uns 2 meses. O Pastor do FJU me colocou como líder principal da tribo que outrora eu ajudava o obr. Leandro e colocou ele como líder principal do FJU da nossa igreja, então eu já não passava tanto tempo com o obreiro o que tornou mais fácil esquecer aquele sentimento e deixar para depois. 

Até que um dia estava eu reunida com as meninas da minha tribo. Eu reunia com elas toda sexta antes da reunião e sempre passava para elas algo que Deus havia falado comigo na semana. Depois de reunir com elas, elas foram sentar para a reunião e eu fui vestir meu uniforme para trabalhar na reunião. Já uniformizada passei na sala de campanha e estava lá o Pastor.
-Débora?
-Sim senhor.
-Pode trocar seu crachá, a partir de hoje será obreira. O Bispo mandou levantar vocês todos, mas se der problema estão fora.
-Não vou dar problema, pastor, pode confiar!

Fiquei tão feliz!

À saída da sala de campanha estava o obr. Leandro que logo me disse:
- E aí que sorrisão é esse?
- O Bispo falou para o Pastor nos mudar os crachás.
- Parabéns guerreira! Fico feliz por você. Ainda me lembro de ti chegando na terapia do amor naquela quinta feira.
- Sério? O senhor já me conhecia antes?
- Como não reparar?
- Olha eu vou me arrumar para a reunião, até mais.

Aquela frase "como não reparar" foi meio estranha... Mas não liguei e fui para a reunião.
No fim da reunião estava atendendo uma jovem e quando ela se despediu de mim o obreiro Leandro apareceu do nada.
- Oi obreira, a senhora tem um tempinho para mim? - ele disse quase rindo
Não aguentei e ri. 
- Sempre me fazendo rir... - as minhas bochechas ficaram vermelhas e olhei para baixo.
Ele pediu para eu olhar para ele e disse:
- Preciso falar contigo, é sério.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 6º Capítulo

A esposa veio cá fora e chamou a mim e mais as outras meninas. Aquela reunião era de meninas do estado todo.
Ela começou a falar:
"Vocês lutaram, se esforçaram demais para chegar até aqui. E mais do que nós (as Sisters) que estivemos aqui do lado de vocês e vimos tudo. Mais do que nós, Deus viu o vosso esforço! E Deus está honrando cada uma de vocês. Agora vou já falar quem entrou porque vocês querem saber né rsrsrs. Então meninas, só chamamos para esta reunião quem entrou. Vocês todas que estão aqui estraram para o Godllywood. Agora continuem dando o vosso melhor. A guerra começou agora meninas."
Eu nem acreditei no que estava acontecendo! Entrei. Nem parecia real! A minha amiga, a Isa, estava bem do meu lado. Nós duas entrámos para o grupo. As mais recentes dóceis. Que benção! Deu vontade de pular de alegria rsrsrs. Tiramos um monte de fotos para comemorar e recordar mais tarde. A Big que fez a reunião avisou-nos de que a formatura seria em breve... Fui no caminho para casa a pensar na formatura, e a agradecer a Deus pela oportunidade que ele me estava dando. No caminho para casa fiz uma retrospetiva dos últimos meses... Foram meses onde aprendi muito, tive muitas lutas sim, mas venci e Deus sempre me tem ajudado até aqui.
Cheguei em casa e contei para minha mãe, ela já estava a começar a aceitar as coisas da igreja. Ela sabia o quanto o Godllywood era importante para mim e quando ela viu minha felicidade quando cheguei em casa ela logo me prometeu que iria na formatura.
Fui para o meu quarto pois já era um pouco tarde, peguei meu celular e o obreiro Leandro tinha ligado. 
Ops! Esqueci que tinha combinado ligar para ele...
Liguei logo que vi a chamada dele:
- Oi obreiro, me desculpa mas eu esqueci de te ligar. 
- Oi Débora, estava ficando preocupado com você... E aí como foi a reunião?
- Eu entrei...
- Que legal hein... Arrebentou essa minha guerreira! A gente precisa celebrar.
(Como assim? "Minha guerreira"? Aquilo foi um pouco estranho mais continuei a conversa)
Ri meio sem graça e falei:
- Olha eu preciso ir dormir, fica com Deus. 
- Tu também, tchau.

No dia seguinte (sexta feira) eu acordei bem cedinho e fui para escola. Seria o último dia de aulas daquele ano. Me despedi dos meus colegas de classe e desejei boas férias para eles.  A tarde foi bem normal e mais tarde a Gabi e a Isa passaram lá na minha casa para me buscar para irmos para a igreja porque o Pastor do FJU queria reunir os jovens obreiros e os que têm o Espírito Santo. 
Sempre que eu e as meninas nos juntavamos falávamos de tudo rsrs. Na nossa amizade não tinha segredos. Nós falávamos tudo mesmo. No caminho para a igreja a Gabi começou a falar do obreiro Leandro:
- E aí Deh? Não tem nada para nos contar?
- É amiga, a gente ficou sabendo do obreiro Leandro.- disse a Isa
- Meninas! Não se passa nada...
- Mas olha que ele é bonitinho amiga- a Gabi disse e elas duas ficaram rindo de mim
- É serio. Eu não o vejo mais do que um amigo.-disse séria para que elas parassem de bobagem. 
Logo logo chegamos na igreja e o auxiliar mandou nós subirmos para o 3º andar que a reunião seria lá. Tinha duas filas de cadeiras. O auxiliar falou para os obreiros ficarem do lado esquerdo e os jovens do lado direito. 
E assim foi, subimos e sentamos as três juntas do lado direito. O obreiro Leandro olhou para mim quando eu entrei e sorriu para mim e eu fiquei muito tímida, foi meio estranho mas não liguei muito. Uns 10 minutos depois o Pastor chegou e falou-nos que tinhamos que movimentar o FJU, tinhamos que segurar os jovens, ser mais unidos. E no fim marcou um relógio de oração em que cada hora do dia um iria orar e jejuar pelo grupo. Nós éramos 22 (contando com os jovens e obreiros) e o Pastor ficou com 2h de oração dele. Eu fiquei com o horário das 6h da manhã teria que orar e jejuar a essa hora também. 
No fim da reunião o Pastor disse para os jovens ficarem lá e os obreiros saírem. Só tinham uns 8 jovens (os outros que la estavam eram obreiros) e ele disse para nós que ia começar no domingo reunião de candidatos a obreiros e perguntou quem queria ir, todos levantámos a mão e depois ele nos liberou. 
Quando descemos, os obreiros ainda estavam lá em baixo. A Isa e a Gabi me avisaram que foram no w.c. e perguntaram se eu queria ir mas eu não fui, fiquei esperando elas la fora. Até que o obreiro Leandro chegou perto de mim.
- E aí? - perguntou ele.
- Olá obreiro, tudo bem com o senhor?
- Na fé e você? 
- Também. O Pastor nos chamou para aula de candidatos.
- Já arrebentou. 
- Tá ligado! Eu tenho que ir andando, as meninas já me devem estar esperando.
- Até mais.

Saí perto dele e fui procurar as meninas, mas elas já não estavam mais no banheiro e não as encontrava mais. Então achei melhor ir andando para casa.
Quando estava já na rua o obreiro passou por mim de carro e perguntou se eu queria carona. 
- Quer carona Debora?
- O senhor pode me deixar em casa?
- Claro. Entra aí.
Entrei e fiquei meio envergonhada, não estava entendendo nada. Sempre que eu estava com ele agora eu ficava timida demais e não conseguia falar nada. Será que eu estava gostando dele?

terça-feira, 7 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 5º Capítulo

O Pastor me chamou e lá fui eu toda tímida ver o que ele precisava de mim. 
Cheguei perto dele e disse:
- Pastor, o senhor estava me procurando?
- Sim, Débora. Você agora vai ajudar o obreiro Leandro na liderança da tribo de Rubén.
- Tá ligado Pastor.
Como assim? Meu Deus!! Fiquei tão feliz... O Espírito Santo estava depositando grande confiança em mim. Que oportunidade maravilhosa. Quando cheguei a casa fui procurar nos amigos do Pastor do FJU o obreiro Rubén (que eu nem conhecia). Enviei pedido de amizade para ele e mal podia esperar ajudá-lo na liderança da tribo. 
Ele aceitou logo e me mandou uma mensagem:
- Oi Débora, o Pastor falou contigo essa tarde? 
- Olá, sim obreiro.
- O Pastor me colocou como líder essa tarde também e nós vamos arrebentar.
- Tá ligado!
- Débora você consegue estar amanhã 18hrs na igreja?
- Sim senhor. 

Antes de dormir orei a Deus por aquela tribo, pedi que Ele nos desse sabedoria para lutar por aqueles jovens, que viesse abençoar todo trabalho.

No dia seguinte depois da escola lá estava eu 18hrs na igreja e o obreiro Leandro já lá estava sentado na sala do FJU com o computador em cima de suas pernas. Eu cheguei ele disse oi e ficamos 'discutindo' ideias para melhorar a nossa tribo e como fazê-la crescer. A nossa tribo na altura estava em penúltimo nas pontuações e tinha uns 4 jovens em que só dois eram firmes e iam nas reuniões. 
Combinámos de orar todos os dias 3h da manhã pela nossa tribo pelo celular. 

Fui para casa super entusiasmada pelas ideias que tivemos aquela tarde para melhorar a tribo. 
Eu estava na fé mesmo!
No sábado de tarde, na conexão do FJU eu e o obreiro Leandro estávamos lá na igreja bem antes do FJU. Decidimos sair para chamar jovens para a nossa tribo meia hora antes da conexão. Conseguimos dois jovens nessa evangelização que foram na hora logo. Naquela semana a nossa tribo teve esses dois jovens novos e só aquelas duas jovens firmes. O obreiro Leandro pediu para que eu guardasse o contacto daquelas jovens (eram só meninas rsrs). 

Estava a chegar o último mês do Rush, as tarefas estavam cada vez me esgotando mais mas eu me mantinha firme. No último dia a Sister que cuidava de mim me ligou na hora do intervaulo da escola e falou:
- Oi querida, tudo bom?
- Oi dona Fer, sim e com a sra? 
- Também. Olha, amanhã à noite vai ter reunião lá na Catedral com todas as meninas do Rush.
- A que horas dona? 
- 19h30.
- Tá ligado. Até amanhã
- Beijo querida

Depois da aula fui para casa um pouco ansiosa rsrs. Eu queria muito entrar para o Godllywood eu sabia que iria ser uma oportunidade única...
No dia seguinte acordei tão cedo kkkk, mal podia esperar pela reunião mais logo. Naquele dia não haveria aula. No meio da manhã o obreiro Leandro me ligou:
- Oi
- Oi obreiro, tudo
- Você está livre mais logo a noite?
- Hoje não senhor, tenho reunião do Godllywood
- Serio... Você é do Godllywood? Não sabia não...
- Ainda não sou rsrs. Vou saber hoje se entrei.
- Nossa! Depois me liga então.
O obreiro Leandro era super simpático comigo. Nós nos aproximamos muito porcausa o FJU. Eu o respeitava muito, ele se fez como um irmão mais velho para mim.

Fiquei arrumar minha casa e deu logo a hora de ir para a igreja. Cheguei mais cedo e fiquei lá esperando a esposa mandar entrar. As minhas pernas estavam tremendo demais...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

"Altar ou Átrio?" - 4º Capítulo

Chegou a minha primeira Fogueira Santa de Israel. Estávamos na fé de Abraão e eu estava decidida a entregar meu Isaque. Eu e a Isabela estávamos na mesma fé. Vendi coisas que tinham muito valor sentimental para mim e todos os dias eu acordava 4h da manhã e ia para casa dela para fazermos pão de queijo e passávamos a manhã a vender. Deus estava a ver o nosso esforço e dedicação!
Chegou o sábado antes do domingo de entregar o sacrifício e eu fui dormir na casa da Isabela porque ficava mais perto da igreja e queríamos chegar cedo para a reunião das 7:30 e ficar para todas as reuniões do dia. 
Acordamos bem cedinho (5:40) fomos para a igreja e no caminho para lá combinamos que quando alguma recebesse o Espírito Santo iria apertar a mão da outra. 
Entreguei o meu sacrifício logo na primeira reunião e estava na fé. 
Não recebi na primeira reunião nem na segunda. Nem a Isabela. Fomos almoçar na casa dela e passamos lá a tarde. Fomos para a reunião das 18h e já estávamos um pouco desanimadas e no final da busca eu tive a certeza de que havia recebido o Espírito Santo, senti-me muito feliz, senti uma paz imensa e o mais incrível foi que eu apertei a mão da Isabela na mesma hora que ela apertou a minha. 
Deus realmente honrou o nosso sacrifico. Ah que dia! 

Passaram cinco meses, eu estava firme na fé, saia para evangelizar, estava sempre dedicando o meu tempo no FJU, já tinha entrado para o Rush do Godllywood e estava já na reta final do Rush. Faltava 2 meses para completar os 6 meses de Rush. Eu já estava no segundo ano do ensino médio e não parava de me dedicar na escola. 

Um dia estava eu a chegar à igreja para a conexão do FJU e uma jovem veio ter comigo a chorar. 
Ela estava a soluçar muito e não parava de chorar, estava bem na porta principal da igreja e veio ter comigo e pediu ajuda. Depois de ela se acalmar, me contou que a avó dela a tinha expulsado de casa por ela continuar a ir na igreja (aquela jovem tinha umas 3 semanas de igreja). Então eu a convidei para vir morar comigo. Ela se chamava Gabriela e se tornou uma grande amiga. Ela foi a primeira jovem que eu cuidei, ela me ajudou muito espiritualmente. Eu via a necessidade dela, eu lutava por ela, fazia propósito, eu estava lá para ela. Até que teve um mês depois a Gabi recebeu o Espírito Santo e eu fiquei tão feliz por ela! O meu primeiro fruto... Que orgulho naquela menina! Ela virou quase como minha irmã. 

No sábado lá estávamos eu, a Gabi e a Isa a caminho do FJU. Nos as três nos tornamos as melhores amigas, estávamos sempre juntas de um lado para o outro kkkkk. 
Aquela tarde arrebentou! Teve muito jovens novos. Foi demais! 
No final o Pastor me chamou:
- Débora, preciso falar com você. Chega aqui.
Fiquei meia tímida, não era normal o Pastor me chamar.