A esposa veio cá fora e chamou a mim e mais as outras meninas. Aquela reunião era de meninas do estado todo.
Ela começou a falar:
"Vocês lutaram, se esforçaram demais para chegar até aqui. E mais do que nós (as Sisters) que estivemos aqui do lado de vocês e vimos tudo. Mais do que nós, Deus viu o vosso esforço! E Deus está honrando cada uma de vocês. Agora vou já falar quem entrou porque vocês querem saber né rsrsrs. Então meninas, só chamamos para esta reunião quem entrou. Vocês todas que estão aqui estraram para o Godllywood. Agora continuem dando o vosso melhor. A guerra começou agora meninas."
Eu nem acreditei no que estava acontecendo! Entrei. Nem parecia real! A minha amiga, a Isa, estava bem do meu lado. Nós duas entrámos para o grupo. As mais recentes dóceis. Que benção! Deu vontade de pular de alegria rsrsrs. Tiramos um monte de fotos para comemorar e recordar mais tarde. A Big que fez a reunião avisou-nos de que a formatura seria em breve... Fui no caminho para casa a pensar na formatura, e a agradecer a Deus pela oportunidade que ele me estava dando. No caminho para casa fiz uma retrospetiva dos últimos meses... Foram meses onde aprendi muito, tive muitas lutas sim, mas venci e Deus sempre me tem ajudado até aqui.
Cheguei em casa e contei para minha mãe, ela já estava a começar a aceitar as coisas da igreja. Ela sabia o quanto o Godllywood era importante para mim e quando ela viu minha felicidade quando cheguei em casa ela logo me prometeu que iria na formatura.
Fui para o meu quarto pois já era um pouco tarde, peguei meu celular e o obreiro Leandro tinha ligado.
Ops! Esqueci que tinha combinado ligar para ele...
Liguei logo que vi a chamada dele:
- Oi obreiro, me desculpa mas eu esqueci de te ligar.
- Oi Débora, estava ficando preocupado com você... E aí como foi a reunião?
- Eu entrei...
- Que legal hein... Arrebentou essa minha guerreira! A gente precisa celebrar.
(Como assim? "Minha guerreira"? Aquilo foi um pouco estranho mais continuei a conversa)
Ri meio sem graça e falei:
- Olha eu preciso ir dormir, fica com Deus.
- Tu também, tchau.
No dia seguinte (sexta feira) eu acordei bem cedinho e fui para escola. Seria o último dia de aulas daquele ano. Me despedi dos meus colegas de classe e desejei boas férias para eles. A tarde foi bem normal e mais tarde a Gabi e a Isa passaram lá na minha casa para me buscar para irmos para a igreja porque o Pastor do FJU queria reunir os jovens obreiros e os que têm o Espírito Santo.
Sempre que eu e as meninas nos juntavamos falávamos de tudo rsrs. Na nossa amizade não tinha segredos. Nós falávamos tudo mesmo. No caminho para a igreja a Gabi começou a falar do obreiro Leandro:
- E aí Deh? Não tem nada para nos contar?
- É amiga, a gente ficou sabendo do obreiro Leandro.- disse a Isa
- Meninas! Não se passa nada...
- Mas olha que ele é bonitinho amiga- a Gabi disse e elas duas ficaram rindo de mim
- É serio. Eu não o vejo mais do que um amigo.-disse séria para que elas parassem de bobagem.
Logo logo chegamos na igreja e o auxiliar mandou nós subirmos para o 3º andar que a reunião seria lá. Tinha duas filas de cadeiras. O auxiliar falou para os obreiros ficarem do lado esquerdo e os jovens do lado direito.
E assim foi, subimos e sentamos as três juntas do lado direito. O obreiro Leandro olhou para mim quando eu entrei e sorriu para mim e eu fiquei muito tímida, foi meio estranho mas não liguei muito. Uns 10 minutos depois o Pastor chegou e falou-nos que tinhamos que movimentar o FJU, tinhamos que segurar os jovens, ser mais unidos. E no fim marcou um relógio de oração em que cada hora do dia um iria orar e jejuar pelo grupo. Nós éramos 22 (contando com os jovens e obreiros) e o Pastor ficou com 2h de oração dele. Eu fiquei com o horário das 6h da manhã teria que orar e jejuar a essa hora também.
No fim da reunião o Pastor disse para os jovens ficarem lá e os obreiros saírem. Só tinham uns 8 jovens (os outros que la estavam eram obreiros) e ele disse para nós que ia começar no domingo reunião de candidatos a obreiros e perguntou quem queria ir, todos levantámos a mão e depois ele nos liberou.
Quando descemos, os obreiros ainda estavam lá em baixo. A Isa e a Gabi me avisaram que foram no w.c. e perguntaram se eu queria ir mas eu não fui, fiquei esperando elas la fora. Até que o obreiro Leandro chegou perto de mim.
- E aí? - perguntou ele.
- Olá obreiro, tudo bem com o senhor?
- Na fé e você?
- Também. O Pastor nos chamou para aula de candidatos.
- Já arrebentou.
- Tá ligado! Eu tenho que ir andando, as meninas já me devem estar esperando.
- Até mais.
Saí perto dele e fui procurar as meninas, mas elas já não estavam mais no banheiro e não as encontrava mais. Então achei melhor ir andando para casa.
Quando estava já na rua o obreiro passou por mim de carro e perguntou se eu queria carona.
- Quer carona Debora?
- O senhor pode me deixar em casa?
- Claro. Entra aí.
Entrei e fiquei meio envergonhada, não estava entendendo nada. Sempre que eu estava com ele agora eu ficava timida demais e não conseguia falar nada. Será que eu estava gostando dele?
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