- Você ainda o ama? - perguntou ele.
Demorei um pouco a responder e ele disse:
- Ok já estou entendendo tudo.
- Não, não é isso. Eu não amo mais o Leandro. Eu apenas tenho medo de perder alguém que eu ame como eu o perdi, por isso meu ciume doentio. Me perdoa, eu vou deixar de ser ciumenta. Prometo. - disse eu.
Ele disse que eu estava perdoada, mas os seus olhos não me mostravam isso. Ele parecia querer ver para acreditar que eu ia mudar mesmo.
Ainda estava na igreja, fui para o Altar, me ajoelhei e fiz uma oração me derramando no Altar e entregando todo o meu 'eu', todo aquele ciume. E falei no meio a choro:
"Deus, eu não mereço falar com o senhor, eu não mereço estar aqui, não mereço nem este uniforme que estou vestindo. Eu me deixei dominar pelos meus sentimentos de uma forma horrível. Eu coloquei em risco a minha salvação por um sentimento. E eu rejeito esse sentimento, eu entrego no Altar do Senhor. Eu não aceito que a minha vida seja dominada por esse sentimento." E enquanto estava a derramar todo o meu ser ali naquele Altar senti alguém que se ajoelhou bem do meu lado e agarrou minha mão. Eu conhecia aquele toque, era o Pedro. Ele orou pediu a Deus que nos desse a direção certa e que não viéssemos nos distrair com coisinha pequenas, mas sim que o nosso foco continuasse a ser as almas, porque havia sido para isso que Deus nos tinha unido. Quando levantámos, abri os olhos. Eu estava diferente, dentro de mim eu estava, Deus havia me revestido com a Sua força para guerrear as guerras que precisam ser guerreadas. Pedro me abraçou e sussurrou no meu ouvido que era eu quem ele amava e naquele momento eu senti uma segurança enorme, que eu creio que foi Deus que colocou dentro de mim.
Quando cheguei em casa meu pai me avisou que minha mãe tinha adoecido naquela semana e que iríamos todos visitá-la até ela melhorar. Partimos no dia seguinte pela tarde. Só tive tempo de enviar uma mensagem para o Pedro avisando: "Amor, estou indo ver minha mãe, ela ficou doente. Quando chegar te ligo, beijos" e ele logo respondeu me avisando que estava mudando também. Para onde será que ele iria? Achei estranho ele não ter dito, mas no momento estava mais preocupada com minha mãe. Cheguei e fomos logo visitá-la no hospital. O médico falou que ela estava melhorando da pneumonia, mas que ainda precisava ficar lá mais uns dias para ver se estava tudo bem. Fui para casa descansar. Uns dias mais tarde fui para a igreja e para minha surpresa bem na porta estava Pedro conversando com o Leandro.
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